Tropas dos EUA estão à beira do colapso no confronto com o Irã, afirmam fontes militares

Tropas dos EUA estão à beira do colapso no confronto com o Irã, afirmam fontes militares

  • 15 de setembro de 2026
  • Mundo
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O Departamento de Guerra dos Estados Unidos enfrenta uma série de dificuldades operacionais no conflito com o Irã, segundo dois funcionários americanos com conhecimento das operações no Oriente Médio ouvidos pelo veículo estadunidense The Intercept.

Um deles alertou que a pressão sobre as tropas pode levar a um colapso na capacidade militar de sustentar a guerra contra o Irã, que o presidente Donald Trump havia previsto encerrar em abril.

De acordo com as fontes, ataques iranianos a bases e navios americanos, estoques reduzidos de munições defensivas, aumento de baixas, problemas de manutenção em embarcações, longos períodos de deployment e falhas logísticas têm afetado a prontidão militar e o orçamento do Pentágono.

Um relatório do inspetor-geral do Departamento de Guerra, divulgado na segunda-feira, confirmou “faltas estratégicas de estoque” e “gargalos na base industrial” para reposição de munições.

Dados levantados pelo The Intercept com base em análise do Center for Strategic and International Studies, cerca de 65% dos interceptores Patriot foram consumidos entre fevereiro e julho, restando menos de 830 das 2.330 unidades existentes antes da guerra; os estoques de THAAD caíram de mais de 450 para menos de 270. A Royal United Services Institute estimou que Estados Unidos e aliados utilizaram mais de 11 mil munições nos primeiros 16 dias do conflito.

O Pentágono confirmou 410 militares mortos ou feridos desde 7 de julho. Três soldados morreram em ataques com mísseis balísticos e drones à Base Aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, em 17 e 18 de julho. Um ataque de drone à Base Aérea de Erbil, no Iraque, em 18 de julho, matou um militar e feriu outro.

Um ataque iraniano com mísseis e drones em 28 de fevereiro destruiu instalações navais em Manama, no Bahrein, sede do Quinto Frota americano. O secretário interino da Marinha, Hung Cao, reconheceu recentemente que o ataque “destruiu completamente” a base. O almirante Daryl Caudle, chefe de Operações Navais, afirmou em um encontro recente: “Não vamos voltar para lá tão cedo.” Uma investigação do The Wall Street Journal estimou em mais de US$ 400 milhões o custo de reconstrução da base.

O porta-aviões USS Gerald R. Ford cumpriu um deployment recorde de 11 meses, durante o qual sofreu um incêndio em sua lavanderia que paralisou operações por dois dias. O USS Abraham Lincoln passou nove meses no mar sem escalas em porto, período em que foram registrados casos de baixa moral e tentativas de suicídio na tripulação.

Ataques iranianos danificaram ou destruíram centenas de edificações em bases dos EUA no Kuwait, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia, além de dezenas de aeronaves americanas, incluindo quatro caças F-15, 12 aviões-tanque KC-135 e até 30 drones MQ-9 Reaper.

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