Rachar o país!
O plano de Donald Trump de assumir o Canadá como parte dos Estados Unidos está sendo colocado em prática?
Analistas canadenses sugerem que sim, por conta do tarifaço que entrou em vigor, com mais a caminho.
Desde sábado, 22, os EUA aplicam tarifas de 50% contra produtos canadenses — como vinho, móveis, produtos derivados de leite, cimento, roupas, varas de pescar e equipamento de hóquei.
Isso aconteceu depois do fracasso de negociações.
Trump escreveu:
O Canadá quer os benefícios de ser um Estado, sem ser um! Eles também cobraram tarifas exorbitantes de nossos grandes agricultores por muitos anos. Chega!
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou tarifas retaliatórias, dólar por dólar, a partir de 8 de setembro.
Os negociadores estadunidenses queiram incluir na negociação o enfraquecimento da proteção ao idioma francês, que é falado na província de Quebec.
Eles alegam que duas leis canadenses criam custos para produtores dos EUA: a Lei 96 exige que produtos vendidos em Quebec tenham rótulos também em francês e a 109 obriga plataformas de conteúdo como o Netflix a promover e priorizar conteúdo em francês para os usuários da província.
A primeira-ministra de Quebec, Christine Fréchette, disse que a questão cultural não cabe em nenhuma negociação:
Nossa cultura, nosso idioma são essenciais para nossa identidade e é importante excluí-las da mesa de negociações. É algo crucial para nós e não vai mudar, mesmo que sejamos ameaçados por diferentes tarifas. Continuaremos sendo como somos.
Quebec tem um partido separatista, cujo líder promete um plebiscito se for eleito — mas só depois que Donald Trump deixar o poder.
Já o primeiro-ministro da província de Ontario, o conservador Doug Ford, disse que Trump deveria “beijar minha bunda”:
Precisamos usar todas as nossas armas contra ele. Ele é arrogante, prepotente e, como disse Ronald Reagan, se você empata com um valentão, o que impede esse valentão de continuar te atacando no dia seguinte e no outro? E é exatamente isso que Donald Trump é: um valentão. Bem, ele vai ter uma surpresa desagradável.
Trump prometeu impor tarifas contra automóveis, peças automotivas e aço produzidos no Canadá a partir de janeiro de 2027. “Eles precisam de nós, nós não precisamos deles”, escreveu.
Carney, em um discurso, havia dito que o Canadá “abastece o crescimento da economia dos EUA, fornecendo 99% dos gás importado por Washington, 85% da eletricidade e 60% do petróleo importado”.
Deixou no ar que tem bala na agulha: “Não acho que queiram que a gente pare de mandar energia”.
Sobre a mais recente ameaça, Carney afirmou hoje:
Trump quer destruir a indústria automobilística do Canadá.
O Canadá vende U$ 100 bilhões por ano em automóveis e peças automotivas, a maior parte para os Estados Unidos.
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