Os Estados Unidos, que estendem suas operações de ataque contra o Irã e o apoio militar à Ucrânia, iniciaram uma expansão de sua base industrial de defesa para repor os estoques de armamentos de ataque e defesa aérea.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD) firmou acordos superiores a US$ 3 bilhões com a Lockheed Martin e a Northrop Grumman para ampliar a cadeia de produção dos interceptadores Patriot PAC-3 MSE e THAAD, dois dos principais pilares da arquitetura de defesa antimísseis do país.
Desde o início da guerra na Ucrânia, Washington tem fornecido centenas de interceptadores Patriot para apoiar a defesa aérea ucraniana contra mísseis balísticos e de cruzeiro russos. Eles também são usados contra alvos no Oriente Médio.
Antes, o Pentágono já havia anunciado um contrato estimado em US$ 58,6 bilhões com a Lockheed Martin para a produção de interceptadores Patriot ao longo de vários anos, a fim de “reduzir riscos industriais” e aumentar a capacidade de resposta em situações de crise, informa a fabricante.
Segundo o Pentágono, os novos acordos permitirão triplicar a produção anual dos interceptadores Patriot PAC-3 MSE e quadruplicar a fabricação dos mísseis THAAD.
Atualmente, os EUA têm menos de 1.000 interceptadores Patriot e menos de 250 THAAD disponíveis, sistemas empregados diante da expansão do uso de mísseis balísticos e drones de longo alcance.
O Patriot (Phased Array Tracking Radar to Intercept on Target) é um sistema integrado de defesa aérea desenvolvido originalmente para interceptar aeronaves e, posteriormente, adaptado para combater mísseis balísticos táticos, mísseis de cruzeiro e drones.
A versão mais moderna, o PAC-3 MSE (Patriot Advanced Capability-3 Missile Segment Enhancement), consegue destruir alvos por impacto direto, com maior alcance e altitude.
Já o THAAD foi desenvolvido para interceptar mísseis balísticos durante a fase terminal do voo, tanto dentro quanto fora da atmosfera terrestre, e integra uma rede de radares de longo alcance, sistemas de comando e controle e outros interceptadores.
Além do aumento da produção dos interceptadores, os novos contratos contemplam investimentos em componentes considerados críticos para a fabricação dos mísseis, como a criação de uma segunda fonte industrial para os motores-foguete de combustível sólido utilizados no PAC-3 MSE.
O Departamento de Defesa americano também firmou um acordo com a fabricante RTX, controladora da Raytheon, uma das maiores empresas de defesa e tecnologia militar do mundo, para ampliar a produção dos mísseis de cruzeiro Tomahawk, de 60 unidades anuais para cerca de 1.000 mísseis por ano.
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