A sequência de fortes terremotos que atingiu a Colômbia e voltou a chamar atenção para uma questão que costuma rondar os brasileiros: por que países vizinhos registram grandes terremoros enquanto o Brasil raramente enfrenta esses desastres naturais?
A resposta está principalmente na posição geológica do território brasileiro. O país fica praticamente no centro da Placa Sul-Americana, longe das áreas onde placas tectônicas se encontram e entram em choque. É justamente nessas regiões de contato que acontecem alguns dos terremotos mais intensos do planeta.
Isso não significa, porém, que o Brasil seja completamente livre de terremotos.
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Dentro da Placa Sul-Americana existem antigas falhas e fraturas geológicas que podem acumular tensão e, eventualmente, liberar energia na forma de tremores. Esses eventos são chamados de sismos intraplaca.
Em geral, eles apresentam magnitudes menores do que os terremotos registrados nas bordas das placas. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), os tremores brasileiros são normalmente de baixa a moderada magnitude e ocorrem em diferentes regiões do território.
O Centro de Sismologia da USP, por exemplo, registrou uma sequência de três terremotos na região de Tucuruí (PA) em junho de 2026, mostrando que a atividade sísmica também existe dentro do território brasileiro.
A situação é diferente nos países localizados próximos às bordas da Placa Sul-Americana. Na região oeste do continente, a interação com outras placas provoca uma atividade tectônica muito maior.
Foi o que ficou evidente nos terremotos recentes. Em junho, dois fortes tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela e foram sentidos em diferentes cidades brasileiras, principalmente na Região Norte. O epicentro estava próximo à costa do Caribe, no estado venezuelano de Carabobo.
Em 10 de agosto, um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia e também foi sentido no Brasil, inclusive em Manaus. O episódio voltou a levantar dúvidas sobre a possibilidade de grandes terremotos atingirem o território brasileiro.
A diferença fundamental, portanto, não é que o Brasil não tenha terremotos. O país registra tremores, mas sua localização no interior da placa faz com que terremotos de grande magnitude sejam muito menos frequentes.
Não. Embora a probabilidade de um terremoto devastador seja muito menor do que em regiões situadas nas bordas das placas, não é correto dizer que o Brasil esteja imune.
Falhas geológicas existentes no interior da placa podem provocar tremores. O próprio SGB destaca que terremotos intraplaca ocorrem no país e, embora geralmente sejam menos intensos, podem ser sentidos pela população.
Assim, enquanto países como Venezuela e Colômbia estão mais expostos à intensa atividade tectônica das bordas da placa, o Brasil ocupa uma posição geológica relativamente mais estável.
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