Por que o preço da gasolina pode aumentar nos próximos meses, segundo a Agência Internacional de Energia

Por que o preço da gasolina pode aumentar nos próximos meses, segundo a Agência Internacional de Energia

  • 10 de agosto de 2026
  • Mundo
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As maiores petroleiras do mundo têm alertado que a capacidade global de refino de combustíveis, afetada pelas interrupções no transporte marítimo de insumos energéticos desde o início da guerra dos EUA no Oriente Médio, atingiu um ponto crítico.

Além dos ataques às infraestruturas de refino iranianas e do bloqueio do Estreito de Ormuz, o setor também sofre com as restrições às exportações de combustíveis impostas à Rússia.

De acordo com o relatório mais recente da Agência Internacional de Energia (AIE), os preços do petróleo bruto voltaram a cair após o aumento observado durante o primeiro semestre do ano, mas o mercado de produtos refinados continua inflacionado.

Isso se deve ao encarecimento dos processos de refino da gasolina, do diesel, do gás liquefeito de petróleo (GLP) e de outras matérias-primas da indústria petroquímica.

Em março, quando a AIE classificou a interrupção dos fluxos de Ormuz como a maior perturbação de oferta da história do mercado mundial de petróleo, a produção dos países do Golfo chegou a ser reduzida em pelo menos 10 milhões de barris por dia, impacto que atingiu principalmente refinarias e instalações de exportação de combustíveis.

Em maio, a AIE estimava que os estoques globais observados haviam diminuído 117 milhões de barris apenas naquele mês, depois de uma queda de 129 milhões de barris em março, e os estoques terrestres foram reduzidos em cerca de 170 milhões de barris até abril.

A partir do fim do verão no Hemisfério Norte, as refinarias normalmente entram em períodos de manutenção programada, e algumas unidades precisam interromper completamente a produção, o que impõe mais pressão sobre o mercado internacional.

Em julho, mesmo com a queda nos preços do petróleo bruto, a gasolina e o diesel refinados ainda atingiam máximas de preço recordes.

A AIE estima que as operações globais de refino devem cair aproximadamente 2,4 milhões de barris por dia em 2026, antes de uma recuperação de 3,1 milhões de barris por dia em 2027, quando a produção deve se restabelecer.

Por enquanto, os choques nos preços podem representar combustíveis mais caros nos mercados nacionais e afetar operações logísticas que influenciam também o preço de bens e alimentos.

 

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