Cuba denuncia bloqueio dos EUA e pede aos BRICS nova arquitetura financeira

Cuba denuncia bloqueio dos EUA e pede aos BRICS nova arquitetura financeira

  • 13 de setembro de 2026
  • Mundo
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O chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla denunciou neste domingo (13), durante a Cúpula dos BRICS em Nova Delhi, o agravamento do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba e defendeu que o grupo avance na construção de uma nova arquitetura financeira internacional, com maior uso de moedas nacionais e fortalecimento do Novo Banco de Desenvolvimento.

Em seu discurso, Rodríguez afirmou que o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto por Washington foi elevado a níveis “sem precedentes” e acusou o governo norte-americano de transformar o embargo energético em uma política de “punição coletiva contra todo o povo cubano”.

Segundo o chanceler, ordens executivas assinadas pelo governo dos EUA em 29 de janeiro e 1º de maio de 2026 estabeleceram medidas contra o fornecimento de energia a Cuba.

Rodríguez classificou a política como equivalente a um bloqueio naval e afirmou que ela representa um ato de guerra segundo o direito internacional.

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O ministro afirmou ainda que ameaças contra empresas de transporte marítimo provocaram a retenção de mais de 7 mil contêineres, principalmente com alimentos, medicamentos e equipamentos médicos, em diferentes portos.

Rodríguez apresentou números para dimensionar os efeitos que atribui ao bloqueio. Segundo ele, a taxa de mortalidade infantil em Cuba teria passado de 4 para 9,9 mortes por mil nascidos vivos, enquanto a expectativa de vida de crianças com câncer teria caído de 85% para 65%.

Cuba não é uma ameaça; o bloqueio é!”, afirmou o chanceler.

O discurso também foi dedicado à discussão sobre o papel dos BRICS na economia mundial. Rodríguez defendeu a criação de um sistema financeiro alternativo, capaz de reduzir a dependência do dólar, e destacou o uso de moedas nacionais nas transações entre os países do grupo.

Para o chanceler, o Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS deve se consolidar como alternativa para que países do Sul Global tenham acesso a financiamento em condições mais favoráveis.

Rodríguez também defendeu maior cooperação entre os países do grupo em ciência, tecnologia e inteligência artificial. Segundo ele, os BRICS estão em posição privilegiada para contribuir para sistemas de governança democráticos e participativos no desenvolvimento dessas tecnologias.

Ao tratar da situação internacional, o ministro afirmou que os BRICS podem contribuir para uma ordem mundial baseada na igualdade soberana dos Estados, no Direito Internacional e na cooperação Sul-Sul.

Cuba, que atualmente busca integrar o grupo como membro pleno, afirmou estar disposta a contribuir com suas experiências para o fortalecimento dos BRICS. O chanceler encerrou reafirmando o compromisso do governo cubano com a recuperação econômica e com a manutenção de suas políticas sociais

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