A Marinha dos Estados Unidos iniciou os esforços para deslocar o USS George Washington, um porta-aviões da classe Nimitz que operava nas águas do Pacífico, em direção ao Oriente Médio.
O deslocamento ocorre para substituir um outro porta-aviões da força, o USS Abraham Lincoln, que está há mais de 250 dias operando na região após ser enviado em missão de apoio às operações dos EUA contra o Irã.
De acordo com informações da mídia internacional, a tripulação do USS Abraham Lincoln passa por crises de abastecimento interno, estresse e cansaço devido a tantos dias operando de forma contínua.
O porta-aviões carrega mais de cinco mil marinheiros e tripulantes, além de cerca de 90 aeronaves, entre caças e jatos de guerra eletrônica.
O navio é capaz de produzir água doce a partir da destilação da água do mar, mas os recursos já começam a faltar, e já houve casos de tripulantes impedidos de abandonar o navio à força.
Para substituí-lo, a Marinha vai empregar o USS George Washington, que opera no oeste do Pacífico, região considerada central para a competição estratégica com a China.
O navio tem base avançada no Japão e é um dos principais instrumentos da Marinha dos EUA para gerar poder aéreo longe do território continental americano.
Operacionalmente, o porta-aviões permite realizar ataques, patrulhamento aéreo, reconhecimento, guerra eletrônica, defesa aérea e outras missões a partir do mar, o que torna o deslocamento do navio do Pacífico delicado para o momento vivido pelos EUA.
Nos últimos 10 anos, os Estados Unidos têm tentado concentrar mais recursos no Indo-Pacífico, política conhecida como “rebalance to the Asia-Pacific” (reequilíbrio para a Ásia-Pacífico), iniciada pelo governo de Obama a fim de aumentar investimentos em capacidades capazes de enfrentar sistemas chineses de negação de acesso e controle de área.
O atual direcionamento da política trumpista ao Oriente Médio, no entanto, tem adicionado outras demandas de grande escala às capacidades de defesa do país.
O USS Abraham Lincoln havia deixado San Diego em novembro de 2025 e, em seguida, passou 200 dias consecutivos no mar com cerca de 5 mil fuzileiros e marinheiros.
O Lincoln funciona como uma base de defesa móvel para o apoio de missões como ataques contra alvos terrestres, reconhecimento e vigilância e controle do espaço aéreo. O Comando Central dos EUA informou em agosto que o grupo do Lincoln havia realizado mais de 10 mil voos e empregado cerca de 1,5 milhão de libras de munições durante sua longa permanência na região do Mar da Arábia, na área de responsabilidade da 5ª Frota dos Estados Unidos.
Segundo o Wall Street Journal, ele desempenhou papel central tanto nos ataques aéreos quanto no bloqueio naval imposto pelo governo Trump ao Irã.
Os problemas atuais passam por dificuldades de abastecimento, manutenção das instalações sanitárias e a saúde mental dos tripulantes, de Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, ter declarado as informações noticiadas sobre a embarcação “completamente deturpadas”.
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