Fujian: o “superporta aviões” da China que desafia os EUA no Pacífico

Fujian: o “superporta aviões” da China que desafia os EUA no Pacífico

  • 3 de agosto de 2026
  • Mundo
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A China colocou oficialmente em operação o Fujian, o mais poderoso e tecnologicamente avançado porta-aviões já construído pelo país. A cerimônia de comissionamento contou com a presença do presidente Xi Jinping e marcou a entrada da marinha chinesa na era dos três porta-aviões operacionais, ao lado do Liaoning e do Shandong.

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O Fujian desloca cerca de 80 mil toneladas, possui aproximadamente 316 metros de comprimento e pode operar em torno de 50 aeronaves, características que o colocam na categoria dos superporta-aviões. O navio é considerado um símbolo do avanço tecnológico da China e da expansão de sua capacidade naval de alcance global.

O principal diferencial do Fujian é o uso de catapultas eletromagnéticas, tecnologia mais moderna e eficiente do que os sistemas tradicionais a vapor. Esse sistema permite lançar aeronaves com maior rapidez, menor desgaste estrutural e melhor desempenho operacional. Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, a adoção da tecnologia foi uma decisão acompanhada diretamente por Xi Jinping.

O porta-aviões pode operar os caças J-15T e J-35, além da aeronave de alerta antecipado KJ-600. O J-35 é um caça furtivo de quinta geração desenvolvido para operações embarcadas e representa um salto qualitativo na aviação naval chinesa.

Em setembro, a marinha chinesa anunciou que o Fujian concluiu com sucesso testes de decolagem assistida por catapulta e pouso com parada envolvendo os modelos J-15T, J-35 e KJ-600. Os testes foram apresentados como um marco na integração entre as novas aeronaves e o sistema eletromagnético do navio.

Para analistas militares citados pela imprensa chinesa, o Fujian representa a nova geração de porta-aviões do país e aproxima a China das tecnologias empregadas pelas maiores marinhas do mundo. O desempenho do navio, no entanto, ainda dependerá de futuros exercícios operacionais e de combate simulado.

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A entrada em serviço do Fujian ocorre em meio ao esforço de Pequim para ampliar sua presença naval e fortalecer sua capacidade de projeção de poder no Indo-Pacífico, região marcada por disputas estratégicas e crescente competição militar.

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