Os Estados Unidos pretendem retirar suas tropas do Iraque até o fim de setembro, encerrando uma etapa da presença militar iniciada com a invasão de 2003, que derrubou Saddam Hussein. As informações são da RT, que acompanha a movimentação em meio ao aumento das tensões entre o governo iraquiano e grupos armados que atuam no país.
O prazo citado pela emissora é 30 de setembro. A saída ocorre em um momento especialmente delicado para Bagdá, que tenta ampliar o controle estatal sobre as armas e evitar que disputas regionais provoquem uma nova crise interna.
Segundo a RT, a Coalizão para a Administração do Estado do Iraque estabeleceu que, depois dessa data, atividades armadas realizadas fora das estruturas oficiais poderão ser enquadradas pela legislação antiterrorista.
A medida atinge diretamente as milícias xiitas ligadas ao Irã, cuja presença militar e política representa há anos um dos principais impasses do país.
A situação se agravou com a guerra contra o Irã iniciada em fevereiro. A Arábia Saudita acusou grupos apoiados por Teerã de lançar drones a partir do território iraquiano contra instalações petrolíferas e contra Riad. Em julho, forças sauditas e o Comando Central dos Estados Unidos responderam com ataques contra posições de milícias no leste iraquiano, de acordo com a reportagem.
O primeiro-ministro Ali al-Zaidi, que assumiu o cargo há poucos meses, enfrenta agora pressões de lados diferentes. Washington cobra maior controle sobre os grupos armados, enquanto Teerã busca preservar sua influência no país. Ao mesmo tempo, setores políticos iraquianos temem que uma ofensiva contra as milícias provoque confronto aberto.
A RT informa ainda que o comandante da Força Quds iraniana, Esmail Qaani, esteve em Bagdá em 11 de agosto, onde teria se reunido com representantes políticos e integrantes de forças xiitas.
Segundo relatos citados pela emissora, Qaani teria defendido que as milícias não entregassem suas armas, sob o argumento de que o governo iraquiano poderia sair enfraquecido de um confronto direto.
O risco de ruptura também preocupa lideranças locais. O ex-primeiro-ministro Haider al-Abadi recomendou ao atual governo evitar uma ofensiva militar e buscar uma saída negociada.
Assim, a retirada americana encerra uma presença de mais de duas décadas, mas deixa o Iraque diante de outra disputa: quem terá, de fato, o controle das armas no país depois da saída dos EUA.
O Panorama em Foco é um site de notícias comprometido em trazer informações relevantes e atuais para nossos leitores.
Nossa equipe de jornalistas e colunistas está sempre a procura das notícias mais importantes para que você possa estar sempre informado sobre o que está acontecendo no mundo.
Aqui, o mundo está sempre em foco!
Últimas Notícias
O Panorama em Foco é um site de notícias comprometido em trazer informações relevantes e atuais para nossos leitores.
Nossa equipe de jornalistas e colunistas está sempre a procura das notícias mais importantes para que você possa estar sempre informado sobre o que está acontecendo no mundo.
Aqui, o mundo está sempre em foco!