Vírus do Nilo Ocidental: casos disparam em país e deixam população em alerta

Vírus do Nilo Ocidental: casos disparam em país e deixam população em alerta

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A circulação do vírus do Nilo Ocidental (VNO) voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde após a Itália registrar 594 casos e 41 mortes pela doença em 2026. O balanço mais recente do Instituto Superior de Saúde (ISS), com dados contabilizados até o dia 8 de setembro, aponta ainda que 306 pacientes desenvolveram a forma neuroinvasiva da doença, considerada a manifestação mais grave.

Mosquito do gênero Culex, causadores da febre do Nilo Ocidental, parado em cima de um braço humano
Mosquito do gênero Culex, causador da febre do Nilo Ocidental Foto: Lauren Bishop/CDC/divulgação

O número de casos representa um aumento de 14% em relação ao boletim anterior, que registrava 521 infecções. A circulação do vírus já foi identificada em 79 províncias de 19 regiões italianas. Apesar do cenário europeu, a doença também entrou no radar brasileiro após novos casos serem registrados no país em agosto de 2026.

O que é o vírus do Nilo Ocidental?

O vírus do Nilo Ocidental é um arbovírus transmitido por meio da picada de mosquitos infectados do gênero Culex. As aves silvestres são os principais reservatórios naturais do vírus: os mosquitos se infectam ao picá-las e, posteriormente, podem passar a doença para os humanos.

Na maioria dos infectados, o vírus não causa nenhuma reação. Porém, cerca de 20% dos infectados podem apresentar febre, dores no corpo, dor de cabeça, cansaço, náusea ou erupções cutâneas. E apenas uma pequena parcela progride para a forma neuroinvasiva, que pode causar meningite, encefalite ou paralisia.

Como prevenir a infecção?

As principais recomendações para a prevenção do vírus incluem medidas para evitar a picada de mosquito e eliminar possíveis criadouros. O Ministério da Saúde também recomenda o uso de repelentes, roupas que protejam a maior parte do corpo, telas em portas e janelas e evitar o descarte de lixo em valas, córregos, rios e riachos.

Grupo de risco e criação da vacina

Pessoas que estão dentro do grupo de risco, idosos, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas, apresentam maior probabilidade de complicações. Segundo a National Library of Medicine (NLM), várias vacinas candidatas para a proteção contra o vírus foram desenvolvidas nas últimas duas décadas. Porém, ainda não resultaram em um produto licenciado.

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