Uber vai demitir 3,3 mil funcionários em maior corte desde a pandemia

Uber vai demitir 3,3 mil funcionários em maior corte desde a pandemia

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Resumo
  • A Uber vai demitir 3,3 mil funcionários, o que corresponde a 10% da sua força de trabalho global, para simplificar a gestão e reduzir equipes.
  • A empresa quer redirecionar recursos para investir em táxis autônomos e outras áreas de crescimento.
  • As demissões fazem parte de uma reestruturação que inclui a fusão de divisões e a redução de funções remotas.

A Uber fará uma demissão em massa que afetará cerca de 3,3 mil pessoas. Isso corresponde a aproximadamente 10% da sua força de trabalho global – motoristas e entregadores não fazem parte dessa conta. A empresa não divulgou quais países passarão pelo corte.

O corte será concentrado em reduzir camadas de gestão. A empresa pretende redirecionar recursos para investir nas divisões de corridas, entregas e táxis autônomos. A decisão foi comunicada pelo CEO Dara Khosrowshahi em um e-mail enviado aos funcionários. Posteriormente, a empresa publicou a mensagem em seu site.

Este é o maior corte feito pela Uber desde maio de 2020, quando o impacto causado pela pandemia de COVID-19 fez a empresa cortar cerca de 25% dos cargos.

Por que a Uber vai fazer uma demissão em massa?

A saída de 3,3 mil funcionários tem como objetivo, segundo a empresa, reestruturar a gestão da empresa, reduzindo em 20% o número de gerentes. A companhia afirma ainda que algumas dessas pessoas passarão a trabalhar como colaboradores individuais.

Segundo a Bloomberg, equipes com um ou dois membros serão reduzidas em 50%, e profissionais que estejam “a mais de sete camadas de distância do CEO” deverão deixar a empresa. Entre as reorganizações, está uma fusão das divisões de engenharia, ciência e entregas. Operações de delivery de diferentes categorias, como diretas, de restaurantes e de varejistas, também serão unidas.

Outra redução é no número de funções remotas. Menos de 1% da força de trabalho da Uber poderá trabalhar fora dos escritórios. A companhia tem uma política de trabalho híbrido com três dias de trabalho presencial por semana.

Concorrência de robotáxis pode ter influenciado a decisão

No comunicado publicado, o CEO da Uber afirma que as economias obtidas com os cortes serão reinvestidas em crescimento, inovação e recursos que terão mais importância nos próximos anos.

Segundo a Reuters, isso tem relação com o crescimento dos táxis autônomos nos Estados Unidos, com Tesla e Waymo chegando a mais cidades do país. Uber e Lyft, que têm atividades baseadas em motoristas humanos, viram o preço de suas ações caírem abaixo dos índices de mercado em 2026.

Como nota a agência de notícias, Khosrowshahi não menciona a inteligência artificial como um motivo dos cortes, como se tornou comum no setor de tecnologia nos últimos anos. A empresa teria gasto todo o orçamento de tokens para 2026 em apenas quatro meses, segundo relatos publicados na imprensa.

Com informações do TechCrunch

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