Google decreta o fim do uBlock Origin clássico no Chrome

Google decreta o fim do uBlock Origin clássico no Chrome

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Resumo
  • Google removeu da Chrome Web Store todas as extensões baseadas no padrão antigo, incluindo o uBlock Origin clássico.
  • O novo padrão Manifest V3 restringe o acesso à rede e encerra processos contínuos em segundo plano, garantindo menor consumo de RAM.
  • Navegadores rivais baseados em Chromium perdem a via de download oficial, o que levou o Brave a hospedar extensões em servidores independentes.

O Google removeu definitivamente todas as extensões baseadas no padrão Manifest V2 (MV2) da Chrome Web Store. Como já era esperado desde julho, a medida afeta diversas ferramentas de privacidade e marca o fim do poderoso adblock uBlock Origin clássico no navegador. A empresa agora força a migração para o Manifest V3 (MV3).

Esse é o padrão que substitui o Manifest V2. Embora seja considerado mais seguro e eficiente, o Manifest V3 também é visto como mais limitado em recursos — uma das principais razões para a resistência à sua adoção.

A mudança ocorreu oficialmente ontem (31/08). No entanto, vale explicar: o Manifest funciona basicamente como um conjunto de regras que definem como uma extensão funciona, quais privilégios ela possui e como interage com o seu navegador. O MV2 ditou essas normas por mais de uma década.

Com a varredura na loja oficial, extensões legadas que ainda estiverem instaladas no Chrome 138 (ou em versões anteriores) continuam operando de forma provisória, mas perdem o acesso a correções de segurança e atualizações. Além disso, caso o usuário remova ou desative o complemento, não há como reinstalar por canais oficiais.

Afinal, o que muda para os usuários?

A reestruturação imposta pelo Google altera o comportamento das extensões. No antigo Manifest V2, os bloqueadores contavam com privilégios profundos de sistema. Eles podiam manter processos em segundo plano rodando para interceptar e analisar o tráfego de rede da máquina antes mesmo do carregamento das páginas.

Com a adoção obrigatória do Manifest V3, o cenário muda para focar em economia de recursos e controle restrito:

  • Os processos contínuos dão lugar a componentes que só despertam quando são requisitados, reduzindo o consumo de memória RAM.
  • A interceptação direta é bloqueada. A extensão passa a entregar uma lista de regras ao navegador, que assume a tarefa de cortar os anúncios, respeitando limites rígidos de filtragem.
  • O Google também baniu a execução de códigos hospedados em servidores de terceiros, exigindo a validação prévia de todos os pacotes submetidos à loja para evitar explorações e roubo de dados.

Brave vai contornar a medida

Como a Chrome Web Store atua como repositório para todo o ecossistema Chromium, o apagão também atinge usuários de navegadores concorrentes, como o Microsoft Edge.

Contudo, algumas ferramentas continuarão ativas por rotas alternativas. A equipe do navegador Brave estruturou servidores próprios para hospedar as extensões antigas mais buscadas pelos entusiastas de privacidade. A lista resgatada pelo navegador inclui: AdGuard, uBlock Origin, uMatrix e NoScript.

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