
Em 2025, começou a circular uma petição para mudar o nome do aeroporto de Nashville, atualmente conhecido pelo código BNA, para Aeroporto Internacional Dolly Parton. Quando questionada sobre a iniciativa durante uma entrevista com Gayle King, Parton minimizou o assunto com sua habitual humildade. “Fico muito lisonjeada”, disse Parton. “Acho que é só uma brincadeira. Não acho que alguém esteja falando sério sobre isso.”
O que tornaria a proposta de um aeroporto com o nome de Parton mais engraçada do que qualquer outra tentativa de homenagear o ícone americano? Bem, Parton detestava voar. E também adorava uma boa piada.
“Vou dizer para todo mundo: não me importo. Não tenho vergonha disso. Eu não gosto de voar”, disse
Parton a
Bobby Bones em 2018. “Sou como meu pai. Não quero ir mais alto do que colher milho e nem mais baixo do que colher batatas.” Foi mais um momento com o qual muitos se identificaram ao falar de
Parton: até
40% da população afirma ter medo de voar
Dolly Parton superou seus medos quando precisou, viajando de avião para a Europa quando tinha pouco tempo ou quando algo era um grande segredo. Ela fretou um avião para o
Newport Folk Festival em 2019 para aparecer de surpresa com as
Highwomen, chegando a entrar no festival com uma capa para ocultar sua identidade. Mas, na maior parte do tempo,
Parton usava seu ônibus de turnê e nunca teve um jato particular. De acordo com uma reportagem do site de aviação
Aero Corner, ela acumulou 580.000 quilômetros em seu ônibus, que continha um armário para perucas, muita decoração rosa e uma penteadeira. Quer dormir como
Parton? Você pode reservar uma estadia no DreamMore Resort de
Parton em Dollywood, onde o veículo está estacionado atualmente: custa US$ 10.000 (quase R$ 52 mil) e todo o lucro é doado para sua fundação.
Agora, com o apoio do governador do Tennessee,
Bill Lee, e da Autoridade Aeroportuária Metropolitana de Nashville (MNAA),
uma proposta para tornar o Aeroporto Internacional Dolly Parton uma realidade está avançando, com uma reunião de planejamento agendada para 17 de setembro. Se a mudança de nome for concretizada,
Parton será apenas a segunda musicista americana — depois de
Louis Armstrong em Nova Orleans — a ter um aeroporto com seu nome, e a primeira mulher. A proposta conta com apoio bipartidário, incluindo o do prefeito de Nashville,
Freddie O’Connell.
Somente Parton e sua família sabem, em última análise, se isso era algo que ela teria desejado. Sabemos que Parton, que certa vez rejeitou a ideia de uma estátua ser erguida em sua homenagem no Capitólio Estadual, não era muito fã de ações simbólicas em detrimento de ações impactantes. Ela preferia iniciativas em seu nome que arrecadassem fundos para sua fundação e para a Imagination Library, ou para qualquer uma de suas inúmeras outras causas beneficentes.
Esperamos que, se o Aeroporto Internacional Dolly Parton se tornar realidade, haja também esforços para angariar fundos para seus projetos. Que tal algumas caixas de livros da Imagination Library nos terminais? Crianças lendo Coat of Many Colors enquanto aguardam o embarque seria algo que Parton certamente apoiaria.
Mas a ironia de dar o nome de um aeroporto em homenagem a alguém que detestava tanto voar? Temos certeza de que Parton teria dado boas risadas.
O post Dolly Parton, que detestava voar, terá um aeroporto batizado em sua homenagem. Ela teria gostado da piada apareceu primeiro em Rolling Stone Brasil.