VÍDEO: Trump manda jornalista calar a boca durante coletiva

VÍDEO: Trump manda jornalista calar a boca durante coletiva

  • 17 de agosto de 2026
  • Mundo
  • 17 de agosto de 2026
  • Mundo
Compartilhe essa notícia:

Que a extrema direita detesta a imprensa não é novidade e, atualmente, nem sequer busca esconder sua ojeriza à liberdade de expressão. Quem deixou isso claro nesta segunda-feira (17) foi o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ser questionado sobre a redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.

A pergunta foi feita por uma repórter da CNN, que questionou Trump sobre se o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, havia pedido a ele que reduzisse as atividades militares conjuntas com a Coreia do Sul.

Trump perdeu a linha e começou a disparar uma série de ataques contra a jornalista, a quem chamou de “produtora de fake news” e “espalhafatosa”.

“Quieta, quieta, fique quieta. Você está sendo muito desrespeitosa na frente desse rapaz. Entendeu? Você não acha que ela está sendo desrespeitosa? Você é uma repórter que divulga fake news! Você é barulhenta e espalhafatosa.”

https://x.com/updatecultura/status/2089499410694574540/history

Trump pede redução de exercícios com a Coreia do Sul e mira diálogo com a Coreia do Norte

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que o Pentágono reduzisse drasticamente os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, alegando custos elevados e sua “relação muito boa” com o líder norte-coreano Kim Jong-un.

A ordem foi divulgada por Trump no domingo (16), em uma publicação na Truth Social, poucas horas antes do início das manobras militares.

Apesar da manifestação do presidente americano, o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul confirmou, nesta segunda-feira (17), que os exercícios anuais Ulchi Freedom Shield começaram normalmente, conforme o cronograma previsto.

Até o momento, não foi anunciada nenhuma alteração significativa nas operações.

Trump manda reduzir exercícios militares

Na publicação, Trump reconheceu que já era “tarde demais” para cancelar completamente as manobras, mas afirmou não estar satisfeito com a participação dos Estados Unidos.

O presidente determinou, então, que o Pentágono reduzisse substancialmente os exercícios.

Trump justificou a decisão citando sua relação com Kim Jong-un e classificou as manobras militares como um “sinal totalmente inadequado e hostil” à Coreia do Norte.

Segundo o presidente americano, Pyongyang não representaria uma ameaça aos Estados Unidos desde o início de seu governo.

Horas depois da publicação, entretanto, militares americanos e sul-coreanos deram início aos exercícios.

O Ulchi Freedom Shield está programado para continuar até 27 de agosto e conta com a participação de cerca de 18 mil militares sul-coreanos.

O governo de Seul evitou comentar diretamente a declaração de Trump. A Casa Branca e o Pentágono também não apresentaram, inicialmente, explicações sobre eventual mudança na dimensão dos exercícios.

Trump cita Kim Jong-un e critica Coreia do Sul

Além da relação com Kim Jong-un, Trump apresentou outro argumento para justificar sua insatisfação com Seul.

Segundo o presidente americano, ele perguntou ao presidente sul-coreano se o país participaria, ao lado dos Estados Unidos, da “desnuclearização da República Islâmica do Irã”, mas teria recebido um “Não, obrigado!” como resposta.

O próprio Trump reconheceu que o episódio envolvendo o Irã era “um pouco não relacionado” aos exercícios militares com a Coreia do Sul.

A declaração, no entanto, expõe mais um ponto de atrito entre Washington e Seul em um momento de tensão na região.

Coreia do Norte realizou novo lançamento

Os exercícios deste ano incluem treinamentos destinados a responder a algumas das capacidades militares desenvolvidas pela Coreia do Norte.

Entre as atividades previstas estão operações de combate a drones, interrupção de sinais de GPS e defesa contra ataques cibernéticos.

As manobras ocorrem também em meio a novos testes militares realizados por Pyongyang.

Na quarta-feira anterior ao início dos exercícios, a Coreia do Norte disparou um míssil balístico de sua costa leste em direção ao Mar do Japão. O lançamento ocorreu seis dias depois de outro teste semelhante, realizado em 6 de agosto.

Pyongyang tradicionalmente condena as manobras militares realizadas pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul e as apresenta como preparação para uma eventual invasão de seu território.

Autoridades americanas também acompanham a cooperação militar entre a Coreia do Norte e a Rússia. Tropas norte-coreanas têm atuado ao lado das forças russas na guerra contra a Ucrânia, enquanto armamentos produzidos pelo regime de Kim Jong-un também foram empregados no conflito.

Exercícios começam apesar da ordem de Trump

O início das manobras conforme o cronograma previsto chama atenção principalmente pelo momento em que ocorreu.

Trump havia acabado de tornar pública uma orientação para que o Pentágono reduzisse substancialmente a participação americana, mas nenhuma mudança imediata foi anunciada pelas forças envolvidas.

Isso não significa necessariamente que a determinação tenha sido desobedecida. Alterações na dimensão ou no formato das operações ainda podem ser implementadas durante os exercícios.

O contraste, porém, é evidente: Trump pediu publicamente uma redução das manobras e, poucas horas depois, Estados Unidos e Coreia do Sul iniciaram os exercícios conforme o planejamento previamente estabelecido.

Jenny Town, diretora do programa 38 North, do Stimson Center, avaliou que a manifestação de Trump pode fazer parte de uma tentativa de reabrir canais com Kim Jong-un.

A declaração reforça uma estratégia já utilizada pelo presidente americano em sua relação com Pyongyang: combinar gestos públicos de aproximação com tentativas de estabelecer uma interlocução direta com o líder norte-coreano.

 

 

 

 

Redação Panorama em Foco
Sobre o autor

Redação Panorama em Foco

O Panorama em Foco é um site de notícias comprometido em trazer informações relevantes e atuais para nossos leitores.

Nossa equipe de jornalistas e colunistas está sempre a procura das notícias mais importantes para que você possa estar sempre informado sobre o que está acontecendo no mundo.

Aqui, o mundo está sempre em foco!