
O primeiro Rock in Rio, realizado em janeiro de 1985, ficou marcado como um evento divisor de águas na indústria do entretenimento no Brasil. O festival reuniu astros como Queen, AC/DC, Scorpions, Rod Stewart e Iron Maiden ao lado de grandes nomes do pop e do rock nacional, levando mais de 1 milhão de pessoas ao longo de 10 dias de apresentações.
No entanto, o cantor e compositor Guilherme Arantes, ícone da música brasileira, aponta três injustiças que, segundo ele, foram cometidas pela produção do festival.
Em entrevista de 2022 ao podcast Corredor 5 (via Whiplash), o artista citou como erros do Rock in Rio I:
Sobre o “esquecimento” de Ritchie, Guilherme Arantes citou que o colega era o principal nome do pop nacional naquele período e merecia ter participado. O britânico radicado no Brasil havia lançado o álbum Voo de Coração (1983) e estava no auge do sucesso, impulsionado pelo megahit “Menina Veneno”.
Guilherme Arantes reflete a respeito:
“A carreira dele poderia ter tido uma consagração naquele momento. Acho uma injustiça histórica.”
A segunda e mais enfática crítica de Guilherme Arantes refere-se à ausência do Roupa Nova. O compositor defende que o grupo possuía todas as credenciais para arrastar multidões e fazer o que ele definiu como “o maior show de toda a história do Rock in Rio”.
Ele comentou:
“Roupa Nova deveria ser uma atração mais fixa do que a Ivete Sangalo. É a nossa banda pop que tem todas as características para agradar muito. Pode fazer um show para um milhão de pessoas no Rock in Rio.”
A terceira injustiça, referente a Erasmo Carlos, é porque o Tremendão acabou sendo escalado para tocar na mesma data em que Iron Maiden e Whitesnake. O ícone da Jovem Guarda foi vaiado, e Guilherme Arantes considerou a curadoria do festival equivocada:
“Botar o Erasmo na noite dos metaleiros para cantar ‘Mulher, Mulher do Barro que Você Foi Gerada’… isso é uma maldade, uma falta total de profissionalismo.”
Para o autor de clássicos como “Planeta Água” e “Meu Mundo e Nada Mais”, esses três episódios refletem falhas que, segundo ele, nunca foram totalmente reparadas ao longo das edições.
Ao comentar sobre a configuração atual do evento, Guilherme Arantes também expressou desapontamento com os rumos tomados pelo Rock in Rio nas últimas décadas:
“Se transformou num parque temático, numa praça de alimentação. Eu lamento.”
Apesar das críticas feitas em 2022, Guilherme Arantes está confirmado para fazer sua estreia no Rock in Rio em 2026. Ele estará na próxima edição do festival justamente como convidado do Roupa Nova.
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