A identificação de uma cadeia de transmissão do sarampo em São Paulo e a ampliação da recomendação de vacinação em três municípios do estadore acendeu uma dúvida comum: quem precisa tomar a vacina contra o sarampo? No Paraná, onde não há casos confirmados da doença desde 2020, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância de manter a vacinação em dia.

A vacina contra o sarampo faz parte da tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. O imunizante está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em mais de 1,8 mil salas de vacinação no Paraná.
Mas nem todo mundo precisa receber uma nova dose. A necessidade depende principalmente da idade e do histórico de vacinação.
Segundo a Sesa, o esquema de vacinação é diferente conforme a faixa etária:
Para crianças, a vacinação de rotina começa aos 12 meses, com a primeira dose da tríplice viral. A segunda dose é aplicada aos 15 meses.
Quem já recebeu corretamente as doses indicadas para sua faixa etária não precisa tomar uma nova vacina apenas porque foi imunizado há muitos anos.
Quem não tem o comprovante deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar se existe registro das doses recebidas e receber orientação sobre a necessidade de completar o esquema.
A recomendação é especialmente importante para pessoas que não conseguem lembrar se foram vacinadas ou quantas doses receberam.
A vacina tríplice viral está disponível gratuitamente pelo SUS em todo o Paraná.
A tríplice viral é contraindicada durante a gestação. Por isso, mulheres que pretendem engravidar e não sabem se estão protegidas contra o sarampo devem procurar uma unidade de saúde para conferir a situação vacinal antes da gravidez.
Pessoas com determinadas condições que comprometem o sistema imunológico também podem ter restrições à vacina e precisam de avaliação individual por um profissional de saúde.

Em situações específicas de circulação do vírus, o Ministério da Saúde pode recomendar uma dose zero da vacina contra o sarampo para bebês de 6 a 11 meses.
Essa dose, porém, é uma medida adicional de proteção e não substitui as doses previstas no calendário de rotina.
A vacinação de rotina continua sendo feita a partir dos 12 meses, com a primeira dose, seguida da segunda aos 15 meses.
A recomendação de dose zero pode ser adotada em locais com circulação do vírus ou diante de situações epidemiológicas específicas.
Quem possui comprovação das duas doses recomendadas não precisa receber doses periódicas de reforço contra o sarampo.
A dúvida costuma surgir quando adultos que foram vacinados na infância veem novos alertas sobre a doença e imaginam que a proteção tenha “vencido” com o passar dos anos.
O mais importante, segundo a infectologista Camila Ahrens, é verificar se o esquema foi realmente completado.
“Não é simplesmente porque a pessoa tomou a vacina há muitos anos que ela precisa de uma nova dose. O mais importante é saber se o esquema foi completado.”
explica a especialista.
Por isso, quem não sabe quantas doses recebeu não precisa esperar o surgimento de casos próximos para procurar orientação.
Além de conferir a vacinação, é importante reconhecer os primeiros sinais da doença.
O sarampo pode começar com:
As manchas vermelhas na pele aparecem posteriormente e costumam começar pelo rosto e pela região da cabeça antes de se espalharem pelo corpo.
Segundo especialistas do Hospital Pequeno Príncipe, os sintomas podem surgir aproximadamente de sete a 14 dias depois do contato com uma pessoa infectada.
Também podem aparecer as chamadas manchas de Koplik, pequenos pontos esbranquiçados dentro da boca que podem surgir antes das manchas na pele.
Por ser uma doença altamente contagiosa, a combinação de sintomas respiratórios, febre e olhos avermelhados merece atenção principalmente quando existe vacinação incompleta ou contato com uma pessoa com suspeita de sarampo.
A vacina tríplice viral está disponível gratuitamente em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) ou posto de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a Sesa, o Paraná possui mais de 1,8 mil salas de vacinação.
Quem tem dúvidas sobre o próprio histórico vacinal pode procurar a unidade de saúde para conferir os registros e receber orientação.
Com o aumento de casos em outras regiões, manter a carteira de vacinação atualizada é a principal forma de evitar que o sarampo volte a circular de maneira sustentada no Paraná.
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