O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), neste sábado (8), e destacou o uso de tecnologia em procedimentos de alta complexidade.

Durante a agenda, ele afirmou que a unidade tem papel importante no tratamento do câncer e nas cirurgias complexas, além de citar o hospital como um dos principais centros de cirurgia robótica cardíaca pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Aqui está sendo um dos grandes centros para a cirurgia robótica, que faz parte dessa evolução tecnológica que nós iniciamos no SUS. O Angelina Caron é um dos lugares que mais está fazendo cirurgia cardíaca robótica. A gente está acompanhando isso, para, a partir desse modelo, também garantir a sustentação financeira da cirurgia robótica cardíaca do SUS”
afirmou Padilha.
Segundo o ministro, a cirurgia robótica representa uma evolução tecnológica no SUS, com procedimentos menos invasivos, menor tempo de internação e menor risco de infecção hospitalar.
Durante a visita, o Ministro conheceu estruturas do Hospital Angelina Caron e ressaltou a expansão da oferta de cirurgias e exames no sistema público de saúde. Ele também destacou a atuação da instituição na assistência de alta complexidade, principalmente em oncologia e cirurgia robótica.
Padilha afirmou que o Angelina Caron está entre os grandes centros brasileiros que realizam cirurgia robótica. De acordo com o Ministro, o governo acompanha esse modelo para avaliar formas de garantir a sustentabilidade desse tipo de procedimento no SUS.
O ministro também visitou o Centro de Simulação Clínica e Cirúrgica da instituição. O espaço utiliza manequins e equipamentos para reproduzir situações reais e permitir o treinamento de profissionais que atuam no atendimento de pacientes do SUS.
Um dos investimentos apresentados durante a visita foi o novo acelerador linear de radioterapia do Hospital Angelina Caron. O equipamento foi inaugurado em maio, após um investimento de R$ 13,58 milhões, financiado pelo Novo PAC Saúde, do Governo Federal.
Com a nova tecnologia, a capacidade de atendimento da radioterapia deve passar de aproximadamente 120 para até 200 pacientes por dia. O hospital é um Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) e oferece atendimento desde o diagnóstico até o acompanhamento dos pacientes após o tratamento.
Para Pedro Caron, médico e fundador do Hospital Angelina Caron, a ampliação da estrutura tecnológica está diretamente relacionada à capacidade de oferecer atendimento especializado a um número maior de pacientes.
“Investir em tecnologia significa ampliar a nossa capacidade de cuidar das pessoas. O novo acelerador linear representa um avanço importante para a oncologia e, principalmente, para os pacientes do SUS que precisam de tratamento com qualidade, precisão e agilidade”
afirma Pedro Caron.
Em 2024, a instituição registrou mais de 101 mil sessões de radioterapia e 23 mil sessões de quimioterapia. Desde 2017, o hospital destinou mais de R$ 7,5 milhões para equipamentos voltados ao diagnóstico e tratamento do câncer.
Durante a agenda, o Ministro da Saúde também citou o crescimento da realização de cirurgias eletivas no país. Segundo Padilha, foram quase 15 milhões de procedimentos desse tipo em 2025, número 42% maior que o registrado em 2022. No Paraná, o aumento foi de 46% na rede formada por Santas Casas, municípios e unidades estaduais.
“O Brasil bateu o recorde de cirurgias eletivas em 2025, quase 15 milhões de cirurgias eletivas, 42% a mais do que foi feito em 2022. O Estado do Paraná, as Santas Casas, municípios, a rede estadual também cresceu em 46%, aproveitando essa nova tabela do Agora Tem Especialistas”
afirmou Padilha.
O Hospital Angelina Caron passou a integrar o programa federal Agora Tem Especialistas, com um acordo de R$ 7,45 milhões por ano para a realização de cirurgias especializadas de média e alta complexidade pelo SUS. Os procedimentos abrangem áreas como cardiologia, oncologia, ginecologia e ortopedia.
Padilha também destacou a estrutura necessária para a realização de transplantes. O hospital realiza procedimentos desse tipo e possui 483 leitos, sendo 127 de UTI, além de 17 salas cirúrgicas. Ao todo, são cerca de 400 mil atendimentos e mais de 25 mil cirurgias por ano.
O ministro classificou o Sistema Nacional de Transplantes como o maior programa público do mundo e afirmou que os investimentos nessa área também fortalecem outros setores dos hospitais, como laboratórios, emergências, enfermarias e UTIs.
“O Brasil hoje é o maior programa público de transplante do mundo. Ninguém faz tanto transplante no sistema público como o Brasil faz. Isso puxa toda a rede para cima, melhora toda a rede”
disse Padilha.
A visita do Ministro Alexandre Padilha reforçou o papel do Hospital Angelina Caron na rede pública e o uso de tecnologia em procedimentos de alta complexidade, especialmente na oncologia, nos transplantes e na cirurgia robótica.
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