Durante uma visita ao Brasil, o assessor do presidente da Rússia e chefe do Colegiado Marítimo russo, Nikolay Patrushev, apresentou ao governo brasileiro possibilidades de cooperação na área de energia nuclear e em projetos marítimos e científicos. A informação é da RT.
A reunião tratou de temas relacionados à cooperação entre Brasil e Rússia, com destaque para questões de segurança internacional.
A agenda também incluiu propostas de colaboração em áreas ligadas à pesquisa e ao uso de tecnologias nucleares de pequena potência.
De acordo com Patrushev, a experiência russa nesse setor poderia ser aproveitada pelo Brasil, que já desenvolve trabalhos relacionados à construção de um reator nuclear destinado à propulsão naval.
O representante russo afirmou que Moscou poderia compartilhar conhecimentos adquiridos no desenvolvimento de reatores de pequena escala.
Entre as tecnologias mencionadas estão as usinas nucleares de pequeno porte Elena-M e unidades flutuantes de geração de energia.
Segundo Patrushev, essas estruturas poderiam fornecer eletricidade durante longos períodos e com necessidade reduzida de manutenção, inclusive para áreas brasileiras distantes dos principais centros de infraestrutura.
O assessor russo descreveu esses equipamentos como “baterias nucleares” universais, econômicas e seguras. Segundo ele, além da estatal russa Rosatom, o Instituto Kurchatov teria condições de participar de projetos desse tipo.
Em outubro do ano passado, a Rosatom, estatal russa de energia nuclear, ofereceu à Âmbar Energia a possibilidade de instalação de pequenos reatores nucleares, como foco em geração de energia em regiões como a Amazônia.
A proposta faz parte de uma agenda mais abrangente de cooperação entre os dois países no setor marítimo e científico. Entre as iniciativas apresentadas pela Rússia estão projetos de pesquisa conjunta nas regiões do Ártico e da Antártida.
Também foi discutida a possibilidade de desenvolver um sistema destinado ao monitoramento das águas territoriais brasileiras. A proposta foi apresentada no contexto das conversas sobre segurança e cooperação marítima.
As conversas estratégicas foram tornadas públicas em meio a uma crescente pressão dos EUA contra o sistema eleitoral brasileiro.
Antes de se encontrar com Lula, Patrushev manteve reuniões com o comandante da Marinha do Brasil, Marcos Sampaio Olsen, e com o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim.
Segundo o relato da imprensa russa, as discussões realizadas antes do encontro com Lula também abordaram a cooperação nuclear. A visita de Patrushev, portanto, reuniu temas relacionados à defesa e à segurança marítima, ao desenvolvimento de tecnologias nucleares de pequena potência e à realização de pesquisas científicas conjuntas entre Brasil e Rússia.
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