A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve aprovar mais oito registros de canetas emagrecedoras. A previsão foi anunciada pelo presidente da agência, Leandro Safatle, nesta terça-feira (4).

Segundo Safatle, a expectativa é resultado da otimização dos processos internos de análise de registros de medicamentos análogos de GLP-1. Apenas neste ano, a Anvisa já autorizou seis novos medicamentos à base de semaglutida, substância utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.
Em 2026, a agência concedeu registro aos seguintes medicamentos:
A primeira aprovação ocorreu em maio, com o Ozivy. Na semana passada, outros cinco medicamentos receberam autorização para comercialização no Brasil.
De acordo com o presidente da Anvisa, a meta da autarquia é eliminar até dezembro as filas de análise de pedidos de registro em todas as áreas reguladas.
Safatle ainda afirmou que o aumento no número de medicamentos registrados tende a ampliar a concorrência entre os fabricantes, o que pode contribuir para a redução dos preços das canetas emagrecedoras. Os medicamentos mais acessíveis também ajudam a reduzir a procura por produtos irregulares ou contrabandeados, cuja comercialização tem crescido devido ao alto custo das versões originais.
O presidente destacou ainda que o preço elevado continua sendo um dos principais fatores que impulsionam o mercado ilegal desses medicamentos. Os preços dos medicamentos já em circulação variam de acordo com as farmácias, mas costumam ser comercializados nas seguintes faixas:
O alto custo também foi determinante para que a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendasse a não inclusão das canetas emagrecedoras na rede pública de saúde. Na avaliação do Ministério da Saúde, a incorporação desses medicamentos geraria um impacto orçamentário superior a R$ 8 bilhões, tornando a medida inviável no momento.
As canetas à base de semaglutida seguem disponíveis apenas por meio da rede privada, mediante prescrição médica.
Durante a coletiva, Safatle informou que a Anvisa intensificará a fiscalização sobre medicamentos emagrecedores contrabandeados. Ele destacou os produtos que entram no país pela fronteira com o Paraguai.
A agência pretende firmar um memorando de entendimento com a autoridade sanitária paraguaia para ampliar a troca de informações e fortalecer o combate ao comércio irregular.
Apesar do aumento das apreensões realizadas pela Polícia Federal (PF) em 2026, nenhum dos pedidos de registro de canetas emagrecedoras atualmente em análise foi apresentado por empresas paraguaias.
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